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Thai Chef

Com pratos apimentados, restaurante Thai Chef traz a Tailândia para SP
14/06/2018 - Imprensa

Nunca fui, nem irei Tailândia. Sou um viajante caseiro, pouco aventureiro. Em minha defesa cito a frase do cineasta espanhol Luis Buñuel (1900-1983): "Gosto da previsibilidade e dos lugares que conheço, olho as mesmas coisas, como nos mesmos lugares; quando me convidam para viajar a um país longínquo recuso e digo: Mas, afinal, o que tenho para fazer em Nova Déli s 3 da tarde?".Cito de memória, mas a afirmação está completa no livro dele, "Meu ltimo Suspiro".

Contento-me, então, com a afirmação dos que estiveram em lugares distantes e exóticos: " como estar num autêntico thai". Com este impulso e aprovação de amigos com mais milhagem asiática, fui ao Thai Chef e imaginei cidades remotas. Gostei tanto que senti que até poderia ir a Bancoq, mas minha poltrona e minha rotina se impuseram.

Não tenho o fetiche do verdadeiro, ou não comeria deliciosas caixinhas de comida chinesa, coisa inventada por gerações de improvisadores. São muitas refeições na vida, podemos comer o produto aculturado, o simulacro, o banal. Há um lado importante de aceitação na crença, estava gostoso e me garantiram ser tailandês, funcionou no garfo, logo, foi bom.

Escolhi as versões apimentadas dos pratos, a do meio eles têm três ofertas, pouco apimentada, apimentada e muito picante. Prefiro pouca pimenta, mas acho mais correto procurar "calor" nesta culinária.

Um Kang Panang (curry vermelho, leite de coco, pimentão, abobrinha e camarão), o Kung Pad Med Manuang (camarão frito com molho agridoce e castanha de caju) e o único que conhecia vagamente, o Pad Thai (que é o macarrão de arroz, com tofu e vegetais fritos, broto de feijão camarão).

A carne é sempre escolha do cliente, optei por camarão em tudo por ter lido que a cozinha do sul tailandês (origem da Chef Thai) é dos pescados, apesar da carne mais consumida no país ser a de porco.

Parece com a comida baiana? Não e sim, há ingredientes comuns como leite de coco e coentro, mas seria besteira uma aproximação, pois tem erva cidreira, tamarindo e prik kee noo, uma pimentinha fortíssima.

A apreciação técnica fica para os críticos. Eu me deleitei, comida intensa, mas delicada, a pimenta queima bem na boca mas não vai queimando depois, algo que aprecio bastante que arda o lábio, mas não o esôfago. Claro que para os vinhos é dramático. Explico abaixo esta relação complicada.

Gabriel Cabral/FolhapressLábios ardentes
Começar dizendo "esta comida é terrível para vinhos" é pegar o caminho errado para sugerir garrafas. O certo é pensar que há algum vinho que vai funcionar e dar um jeito nas escolhas não é impossível.

Quase sempre, achar vinhos para beber com comida é bom senso e experimentação. Tem coisa que já se nota que não vai dar certo, outras é o teste que mostra, neste imenso campo de provas: a boca.

Há ocasiões em que você escolhe a comida para um vinho, ganhou uma grande garrafa e quer fazê-la brilhar quando aberta. No caso da comida tailandesa, é exatamente o contrário: esqueça os grandes vinhos. Melhor pensar na sua imponência, deixar a bebida ser coadjuvante, matadora de sede, conforto do palato aquecido pela pimenta.

Geralmente, se pode ler em qualquer manual, a resposta é um branco da uva Gewurztraminer. Ficou convencionado que ela, sendo bem aromática, vai bem com especiarias picantes. Mas seguir só regras faz o mundo previsível demais. E não é nada fácil achar Gewurztraminer de preço adequado por aqui (sugiro duas exceções). Acho mais sensato beber brancos elétricos, com boa acidez, sem madeira nenhuma. Sempre é melhor beber vinhos de bom preço, claro, mas aqui o preço se torna eliminatório. Abrir, por exemplo, um caro e delicado Borgonha branco seria besteira. Indico também Torrontés argentino e Chardonnays sem madeira, que ficam agradáveis. O corte estilo Rhône foi muito bem. Espumante pode ser uma ideia, mas não testei.

Link da Materia:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luiz-horta/2016/10/1825034-com-pratos-apimentados-restaurante-thai-chef-traz-a-tailandia-para-sp.shtml#
Luiz Horta Estadão


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Phaisarn Thinnakornwong

Chef

Phaisarn Thinnakornwong nascido e criado na cidade de Nong Khai que fica ao nordeste da Tailândia, cresceu cozinhando e sempre teve o sonho de viajar pelo mundo para conhecer novas culturas e aperfeiçoar suas habilidades como chef. Antes de sair de sua cidade natal trabalhou um bom tempo no Salaya Mall, para assim começar construir uma história, viajou por Seattle Washington, Austrália, onde trabalhou com grandes chefs onde fez alguns grandes cursos.

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Fabiana Kritsanakan nascida em uma das províncias da Tailândia chamada Yasothon que fica no nordeste do Rio Chi, cresceu cozinhando sua culinária local, desde então apaixonada por cozinhar, sempre seguiu seus sonhos juntamente com o amor á gastronomia, assim veio ao Brasil para dar um novo sentido a si mesma.
Assim nasceu o projeto Thai Chef, fez da sua paixão seu trabalho, com seus pratos considerados excepcionalmente tradicionais, levam um toque de sua personalidade.


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